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Moçambique Não Pode Continuar a Viver Entre Raptos, Silêncios e Impunidade

 


Moçambique Não Pode Continuar a Viver Entre Raptos, Silêncios e Impunidade


Moçambique atravessa uma das fases mais sombrias da sua história recente. É impossível permanecer calado enquanto assistimos, repetidamente, a raptos, sequestros, torturas e desaparecimentos forçados — com total ausência de respostas do Estado, da polícia ou das autoridades que deveriam proteger os cidadãos.


O Caso de Fazila: Um Retrato Cruel da Violência


O caso mais recente é o da jovem Fazila, sequestrada, torturada e exposta nas redes sociais em condições desumanas: acorrentada, amordaçada, espancada e humilhada por indivíduos mascarados.

As imagens são chocantes e representam um ataque directo à dignidade humana.


E o povo pergunta: Até quando?


Não se sabe se o acto é uma vingança contra o seu marido, João das Neves, um português nascido em Moçambique, trabalhador e longe da imagem de “rico” que alguns imaginam. Mas então, porquê?

Por que razão cidadãos simples, trabalhadores, pais e mães de família são sequestrados?

Porquê tanta crueldade, tanta humilhação, tanta exposição pública?


O Padrão dos Raptos: O Povo Sempre Como Alvo


A verdade é evidente: os raptos recaem quase sempre sobre cidadãos anónimos.

Pessoas que lutam diariamente pela sobrevivência, que compram um carro 4x4 apenas para enfrentar as crateras das estradas.


E, curiosamente:


Nunca se ouvem casos de filhos de governantes raptados.


Nunca se ouvem casos de netos ou sobrinhos da elite política.


Nunca se ouvem casos de empresários ligados ao poder a serem levados pelos criminosos.



Nunca.


Porquê?

Porque existe um elo demasiado evidente entre estes crimes e a protecção de certos grupos.

Porque as famílias da elite parecem intocáveis.

Porque quem sofre é sempre o povo.


Impunidade à Vista de Todos


Carros sem matrícula circulam livremente e são usados para raptos.

Todos vêem:


A polícia vê.


Os comandantes das esquadras vêem.


As chefias da PRM vêem.

E ninguém faz nada.



Nenhum país minimamente organizado permite veículos sem matrícula a circularem impunemente.

Em Moçambique permitem.

E raptam.

E desaparecem.


Onde Estão as Autoridades?


Onde está o Ministro do Interior, sempre arrogante nas declarações mas incapaz de garantir segurança?

Onde estão os comandantes da polícia, que deveriam investigar e proteger?

Onde estão os chefes das esquadras dos bairros onde os raptos acontecem?

Onde está o Presidente da República, que raramente se pronuncia, que não consola, não lidera, não age?

Onde estão os governantes deste país?


Moçambique tem hoje um Presidente que muitos nem conseguem identificar.

Grande parte da população hesita quando tenta lembrar “quem é o chefe de Estado”.

Uma figura sem presença, sem voz, sem liderança — um jarro decorativo no centro do país.


O Povo Vive com Medo


O povo já não pode trabalhar, poupar ou guardar economias.

Vivemos num país onde até dentro dos bancos o crime parece infiltrar-se.

Continuam a levar pessoas, torturar, matar e até extrair órgãos, enquanto reina o silêncio das autoridades.


É Tempo de Coragem


É nestes momentos que o povo deve erguer-se.

Que se exige coragem.

Que se exige marchas de protesto — mesmo sabendo que a repressão pode acontecer.

Porque para salvar um país, sempre houve quem caísse.


Que morramos nós, se necessário, mas que os nossos filhos vivam com dignidade.

Que possam trabalhar, estudar, sonhar e prosperar sem medo de serem perseguidos ou sequestrados.


Chega de Silêncio. Chega de Impunidade.


Os raptos em Moçambique são um problema real, profundo e urgente.

Toda a gente sabe disso.

Toda a gente vê.

Mas poucos falam.


O povo exige:


Justiça


Protecção


Verdade


Acção real contra os criminosos — sejam eles comuns ou figuras intocáveis.



Moçambique já sofreu demais.

O povo moçambicano não merece viver com medo.


Salvem os raptados.

Protejam vidas humanas.

Respeitem o povo.

Façam o vosso trabalho.


O povo moçambicano pede justiça por todos os sequestrados e por todas as vítimas de violência e tráfico de órgãos.


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